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Vista noturna da cidade

NÃO PERCA SEU IMÓVEL
EM LEILÃO DE IMÓVEL DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA O DEVEDOR PODE PURGAR A MORA APÓS O PRAZO DA NOTIFICAÇÃO

NÃO PERCA SEU IMÓVEL

EM LEILÃO DE IMÓVEL DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA O DEVEDOR PODE PURGAR A MORA APÓS O PRAZO DA NOTIFICAÇÃO

 

Dr. PAULO ANTONIO PAPINI

Advogado. Professor. Mestre em Direito.

Autor de diversos livros Jurídicos e de mais 500 artigos sobre diversos temas.

Já atuou, com êxito, na defesa de mais de 2.000 devedores bancários que iriam perder seus imóveis.

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​Imagine a seguinte situação: Você teve problemas financeiros e atrasou algumas parcelas do contrato de financiamento de seu imóvel que, atualmente, em 99,99% é feito via Alienação Fiduciária em Garantia.

 

Recebeu a notificação com prazo para pagamento, procura seu Gerente bancário, que pensa que é seu amigo e ele lhe diz para desconsiderar, pois ele já falou com o Banco.

 

Você recebe um susto mesmo, quando recebe um telegrama do Banco informando a data dos leilões e lhe comunicando que, se quiser, tem apenas o direito de preferência para adquiri-lo.

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ACREDITOU NO GERENTE E FOI PARAR NA RUA

 

Adquirir o imóvel que já é seu. A partir deste ponto o Gerente da sua agência, aquele que você acreditava ser seu amigo, já não atende mais suas mensagens de whatsapp e evita qualquer comunicação consigo.

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Pois bem, saiba que existe uma saída Legal, Judicial para você não perder seu bem.

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PRIMEIRO DE TUDO: PROCURE UM ESPECIALISTA

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Este é o conselho mais importante. A imensa maioria dos Advogados, mesmo os que atuam com Direito Bancário, não têm expertise necessária para lidar com demandas desta natureza.

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Eu sei, você deve estar pensando: “um Advogado Especialista é caro”. Meu amigo, sabe o que é caro?​​

​​Caro é Chegar um Oficial de Justiça acompanhado de um Caminhão de Mudança para retira-lo, a você e sua família do imóvel.

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Trinta anos de Advocacia nos ensinaram uma coisa. Este é o tipo de evento que destrói casamentos. Não se iluda.

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Aliás, vários Advogados lhe dirão que é uma causa perdida e não há nada que possa fazer. Esta informação está equivocada. Principalmente se o seu imóvel foi adquirido até o dia 10 de julho de 2.017.

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Nesta data, entrou em vigor a Lei 13.465/2.017. Até então vigia a Lei 9.514/1.997 que a Lei que se aplica ao seu contrato.

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APLICAÇÃO DO DECRETO-LEI 70/1.966 AOS CONTRATOS FIRMADOS SOB A LEI 9.514/1.997


Em 9.514/1997 é instituída no Ordenamento Jurídico Brasileiro a Lei que regulamenta a Alienação Fiduciária de bens imóveis, o que, grosso modo, tornaria mais ágil a retomada por parte de Bancos e Construtoras, do imóvel de devedores, reiteradamente inadimplentes.

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Decreto-Lei 70/1.966

 

"Art 34. É lícito ao devedor, a qualquer momento, até a assinatura do auto de arrematação, purgar o débito, totalizado de acordo com o artigo 33, e acrescido ainda dos seguintes encargos"

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Ocorre, todavia, que o artigo 39, inciso “II” da Lei 9514/1997 previa expressamente que: “II - aplicam-se as disposições dos arts. 29 a 41 do Decreto-lei nº 70, de 21 de novembro de 1966.” É o que diz aquele texto legal?

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Diz o Decreto em questão que você pode purgar a mora, isto é, quitar o débito em atraso até a assinatura do auto de arrematação, isto é, mesmo no curso dos Leilões Extrajudiciais.

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Isso seu gerente do Banco, aquele que dizia ser seu amigo, não vai lhe contar.

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APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO

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Houve uma grande discussão, doutrinária e jurisprudencial se a norma (L. 13465) seria aplicável apenas aos contratos firmados a partir de 11 de julho de 2.017, ou a todos os contratos envolvendo a matéria, inclusive aqueles estabelecidos anteriormente à vigência da norma.​

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Para nós, era uma discussão relativamente simples. Aprendemos desde os primeiros dias no curso de Direito que, normas de Direito Material (como as são, por exemplo, a 13.465, o Código Civil, dentre outras) têm aplicação mediata, isto é, aplicam-se apenas a atos, fatos jurídicos e contratos ocorridos após o início de sua vigência; e normas de Direito Processual (como, v.g., o Código de Processo Civil e o Código de Processo Penal) teriam aplicabilidade imediata, isto é, aplicar-se-iam aos processos em curso, ressalvado é claro, o respeito ao Ato Jurídico Perfeito e à Coisa Julgada.

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Ocorre que nada é tão-óbvio e esta discussão foi levada ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que firmou entendimento – no Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas número 26 – que aos contratos celebrados até 10 de julho de 2017, aplicam-se as disposições​

​​​Assim, a questão sobre o marco inicial para a aplicação da norma – L.13465 – gerou, no Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) número 26, o qual decidira, por maioria de votos decidira que as alterações trazidas pela Lei 13.465/2.017, no que dizia respeito à purga da mora, não seriam aplicadas aos contratos anteriores.

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Desta forma, podemos dizer, que as regras sobre a purga da mora, previstas no Decreto-lei 70 de 1966 também são regras, cláusulas contratuais implícitas a todos os contratos de alienação fiduciária firmados até 10 de julho de 2.017.

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DÚVIDAS E RESPOSTAS

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Bem, se você chegou até aqui, é provável que esteja passando por uma situação similar. Vamos às dúvidas mais comuns e as respostas a elas:

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1. É um processo fácil?

R: Não, infelizmente, nada no Direito é fácil. Principalmente quando temos uma Instituição Financeira como parte contrária.

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2. Ouvi dizer que ninguém ganha este tipo de ação, é verdade?

R: não, não é verdade. Aliás, é uma grosseira bobagem. Já defendemos mais de 2.000 devedores bancários em processos desta natureza e apenas 20 perderam seus imóveis. Algo como 1% dos processos.

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3. Então eu tenho chances de não perder meu imóvel?

R: Sim, chances concretas.

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4. É 100% correto que eu vou ganhar o processo? É causa ganha?

R: Meu caro, não existe causa 100% ganha no Direito. Se um dia você for a um Advogado e ele lhe disser isso, saia correndo. O que existe são possibilidades elevadas, ok! Entenda, o processo é um tipo de doença. Algum médico pode lhe dizer que uma doença é 100% curável? Obviamente que não. Acontece o mesmo com uma ação judicial.

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5. Eu terei que depositar algum valor em Juízo?

R: Sim, você terá que depositar o valor necessário para purgar a mora e continuar depositando as prestações mensalmente.

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6. Onde a ação será proposta?

R: Se você financiou com Bradesco, Itaú ou Santander, na Comarca de São Paulo (ou Osasco, no caso do Bradesco). Com outros Bancos e/ou construtoras que não tenham sede no Estado de São Paulo, na Cidade em que você reside, o que não é propriamente um problema visto que o processo é 100% digital.

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7. Isso que o Dr. escreveu também se aplica a financiamento de veículos automotores?

R: A princípio não, mas como meu escritório lida apenas com financiamentos imobiliários, recomendo procurar um Advogado da ligado a financiamento de veículos.

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8. Meu contrato foi assinado após 11 de julho de 2.017. Mesmo assim tenho chance?

R: Ótima pergunta. Sua situação é mais delicada, mas entendemos que sim. Aplica-se, ao caso, o artigo 805 do Código de Processo Civil, que fala que quando uma execução puder ser satisfeita de várias formas, aplica-se a menos gravosa ao devedor.

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9. Onde fica seu escritório? Quais os seus contatos?

R: Você pode me achar através do whatsapp: +55 11 99484-6797, do nosso site, onde está este artigo: www.paulopapini.com.br e do e-mail: pauloantoniopapini@gmail.com​​​​​

 

Abaixo, cópia de liminar em processo no qual impedimos o Leilão de um imóvel de mais de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais).​

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